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COVID-19 NA ITÁLIA: 73 médicos e 23 enfermeiros mortos em 3 meses

COVID-19 NA ITÁLIA: 73 médicos mortos em três meses

Salute

COVID-19 NA ITÁLIA: 73 médicos e 23 enfermeiros mortos em 3 meses

Não existem dados de uma situação histórica recente para comparar com o panorama actual italiano: a morte sistemática de médicos, enfermeiros e pessoal sanitário em geral num país desenvolvido como a Itália em pleno 2020.  A Federação Nacional da Ordem dos Médicos Italianos comunicou esta manha, com dor e tristeza, que o número de médicos “tombados” no combate a pandemia da Covid-19 subiu para 73, enquanto o número de enfermeiros subiu a 23.


Neste preciso momento, cerca 10.000, entre médicos, enfermeiras e pessoal sanitário em geral foi contagiado. Muitos encontra-se em terapia intensiva e outros em quarentena. São pais de famílias, profissionais da saúde, dirigentes de associações de categoria, espertos de vários ramos no campo sanitário, pesquisadores, médicos de família, e muito mais.


“A situação é grave”, afirma o maior sindicato dos médicos italianos, a Anaao-Assomed. “Como explicar o elevado número de profissionais da saúde contagiados? Se não por uma catena de erros de gestão”. Para sintetizar, segundo a Anaao-Assomed, “não foram actualizados os planos nacionais anti-pandêmicos desde 2007”, por conseguinte nos encontramos hoje com: “pouca higiene e ausência de filtros adequados nos percursos de emergência, ausência de sistemas de ventilação com pressão negativa, ausência de banhos dotados para o pessoal, e outros aspectos”. Quando começou a crise faltava quase tudo, mas sobretudo informações e material de proteção.


Em vários países da Europa, a Itália e hoje, a Espanha in primis, o panorama é medonho, mas os médicos, os enfermeiros e o pessoal sanitário em geral existe para salvar vidas. São esperanças vivas em carne e osso, aquela que é a última a morrer. Não obstante os riscos, as dificuldades iniciais e as inúmeras perdas, os profissionais da saúde continuaram e continuam ainda hoje a trabalhar de modo incansável.


Unamo-nos aos italianos para cantar o hino nacional, aos franceses de Paris, onde todos os dias as 18:00 abrem as janelas para aplaudirem o pessoal da saúde, aos espanhóis que aplaudem todo o pessoal médico de retorno a casa. Não se trata de “lamber botas”, mas de gestos de reconhecimento e de gratidão, na esperança que uma vez terminada a crise os Governos saibam recompensar os médicos em primeira linha e toda a classe dos operadores sanitários em geral. 


OBS: se chegastes até aqui, partilha o artigo com os teus amigos, porque é um modo de melhorar a sociedade. 

Para correções, observações e contribuições, escrever para:

Francisco Pacavira
www.pacavira.com

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Opinion Maker | Ballerino | Event Organiser. Nato in Angola, abito tra Roma, Vilnius & Luanda. Credo che il pensiero & l'azione facciano la grandezza dell'uomo.

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