Connect with us

CORONAVÍRUS: Quando é que os “pacientes curados” da Covid-19 deixam de transmitir a doença?

Doentes da covid19, coronavirus, pacavira-com, angola, italia, lithuania

Salute

CORONAVÍRUS: Quando é que os “pacientes curados” da Covid-19 deixam de transmitir a doença?

Quantas pessoas até agora se consideram curadas da Covid-19 e quando é que deixarão de transmitir o vírus SARS-CoV-2? Até ao momento o mundo científico está procurando esclarecer estes pontos, visto os claros riscos da pandemia para a saúde da sociedade e da economia mundial. O problema é enorme e de uma complexidade sem precedentes, portanto, a busca das soluções melhores requerem modus operandi interdisciplinares, ou seja, médicos e cientistas, políticos e economista, trabalhadores das indústrias e voluntários das várias associações, têm que unir-se para juntos combaterem o Coronavírus.

Segundo um Estudo do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri de Bergamo, feito em colaboração com o Instituto Superior de Ciências Sociais de París, publicado nos principais jornais italianos, entre os quais o Corriere della Sera, “no fim de Abril 2020, o número total de pessoas em idade de trabalhar, declaradas infectadas através de tampões poderia ser entorno a 115.000 unidades”. O estudo, que visa impedir uma nova onda de infecções, viu em primeira linha o analista Boris Bikbov e o pesquisador Alexander Bikbov, dois espertos das duas instituições me primeira linha.

Segundo o estudo, os pacientes graves difundem o vírus em média 20 dias, por outro lado, entre estes alguns propagam o agente infeccioso até 37 dias. Para os doentes com sintomas ligeiros, o tempo médio de difusão vai dos 10 aos 14 dias. Ninguém pode considerar-se curado definitivamente sem ter repetido o test diagnóstico várias outras vezes, visto que a difusão do vírus pode continuar após o desaparecimento da febre e dos sintomas graves. Para blocar o aumento das infecções o meio optimal é a quarentena.

“Uma pessoa curada, uma somente, que passeia sem as mínimas precauções pode ser ainda contagiosa e teremos que recomeçar a luta desde o início”, afirma Giuseppe Remuzzi, director do Mario Negri. “Até ao momento, as autoridades procedem com uma comunicação centrada su acções estratégicas, como o isolamento social. O próximo objectivo é aquele de envolver os cidadãos fornecendo o conhecimentos que lhes ajuda a sair de casa sem correr os mínimos riscos”. 

Infelizmente o número de tampões disponíveis, até mesmo na Itália, não são suficientes para garantir os testes sucessivos aos que se consideram curados longe das entidades hospitalares. Aqui entra em jogo a responsabilidade pessoal: quando alguém, a partir de casa, sentir-se curado deve ter a consciência de que poderia ainda tornar-se numa máquina de propagação do vírus aos parentes e aos amigos. O conselho é: fique em casa por mais tempo possível.

A título informativo, Bergamo é a Província italiana que registra o maior número de cidadãos infectados e falecidos, o maior número de médicos, enfermeiros e sacerdotes falecidos. O Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri é um dos mais rigorosos e reconhecidos na Europa pelas suas pesquisas e resultados obtidos no campo científico.


Fontes:
https://www.marionegri.it
Como prevenir a segunda onda das contaminações
https://www.corriere.it
Quando “deixar livre os curados”, o desafio para a saúde e para economia 

Correcções e observações, escrever para:

Francisco Pacavira
@franciscopacavira
www.pacavira.com

Opinion Maker | Ballerino | Event Organiser. Nato in Angola, abito tra Roma, Vilnius & Luanda. Credo che il pensiero & l'azione facciano la grandezza dell'uomo.

Click to comment

Leave a Reply

Il tuo indirizzo email non sarà pubblicato. I campi obbligatori sono contrassegnati *

More in Salute

Advertisement

Consigliati

Advertisement
To Top